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Entries categorized as ‘Aborto’
Estudo diz que mulherem que abortam desenvolvem problemas psicológicos
7 Novembro, 2007 · Sem Comentários
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Políticas de natalidade em Portugal
22 Setembro, 2007 · Sem Comentários
- a interrupção voluntária da gravidez dá direito a 30 dias de licença com 100% do ordenado;
- uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de 65% do seu ordenado;
- uma mãe que tenha de assistir na doença um seu filho menor recebe 65% do seu ordenado.
Ver texto mais profundo no seu conteúdo no Bucarras… Porque sim!
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A insensatez de Jerónimo de Sousa
20 Abril, 2007 · 6 Comentários
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Governo PS
19 Fevereiro, 2007 · 3 Comentários
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Rescaldo
12 Fevereiro, 2007 · 4 Comentários
Há dias recebi um comentário que decidi não publicar porque dizía que o meu penúltimo artigo sobre o aborto demonstrava a opinião de alguém que se julga dono da verdade. Nada mais incorrecto. Compreendo as razões do Sim, e uma delas posso até aceitar sem problemas de consciência, mas o meu problema é que a partir de agora o aborto vai ser livre, por isso é que digo que a chacina vai começar, mas desta vez de modo legal.
A lei em Portugal afirma que o resultado do referendo não é vinculativo se este tiver uma participação inferior a 50%, mas ainda os resultados estavam a saír e já se via o PS a afirmar que a lei iria ser mudada até final da legislatura. Caindo no ridículo, se apenas tivesse havido três votos pelo NÃO (CDS-PP, Cardeal Patriarca e PNR) e cinco votos pelo SIM (PS, PCP, BE, Os Verdes e MRPP), e o resto da população portuguesa se tivesse abstido, o Eng° Sócrates promulugaria a despenalização do aborto na mesma. Se ele já sabia o que ía fazer, este referendo não passou de uma farsa. Há coisas muito mais importantes para resolver em Portugal que o aborto.
No meio de toda esta palhaçada a que fomos obrigados nas últimas semanas, e onde certa imprensa teve muita influência (faz-me lembrar a eleição do burgomestre de Antuérpia em Outubro passado em que foi tudo menos livre e independente), espero que os Portugueses obriguem o Governo a tratar dos reais problemas de Portugal, a ver: o emprego, a saúde, as pensões e a educação. Toca a trabalhar, chega de conversa, de férias e viagens.
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Vote NÃO
11 Fevereiro, 2007 · Sem Comentários
Vote não, o aborto não se pode tornar objecto de planeamento familiar. Lembre-se, abortar é matar um ser humano.
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As divagações do SIM
8 Fevereiro, 2007 · Sem Comentários
Há aqueles que defendem o aborto por motivos económicos, será que esses já pensaram alguma vez em cometer eutanásia um dia que os seus pais morem em sua casa apenas porque as pensões portuguesas são das mais baixas da Europa? Ou matarem um filho ou a mulher porque as casas estão caras e apenas se tem dinheiro para duas ou três assoalhadas? Ou em se divorciarem porque a mulher gasta muito dinheiro na maquilhagem ou o marido no tabaco?
Sou pai de três filhos, mas se o quarto chegasse de surpresa, apesar de ser muitíssimo difícil a nível financeiro e profissional, seria recebido de braços abertos. Mesmo que fosse deficiente.
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O feto sente dor às dez semanas de gestação
6 Fevereiro, 2007 · 4 Comentários
A dúvida sobre se o feto sente ou não dor tem merecido a atenção e discussão dos especialistas ao longo dos tempos e, embora sejam muitas as teorias lançadas, só recentemente a ciência deu uma resposta concreta a esta questão, segundo a qual a existência de dor às 22 semanas de gestação é uma evidência. E antes? É a questão que se coloca a seguir. “A partir das cinco semanas há sensibilidade ao toque e fortes possibilidades de o feto sentir dor”, responde Jerónima Teixeira, cuja tese de doutoramento, efectuado no Imperial College, em Londres, teve como base a dor fetal.
Através deste trabalho pioneiro, com grande impacto científico a nível mundial, a especialista certificou-se de uma crença antiga: os fetos reagem à dor de forma semelhante aos adultos. “Não há um método único, universal e objectivo de medir a dor. O que sabemos é que quando um ser humano é sujeito a ela, há certas alterações fisiológicas no seu organismo”, explica. O aumento da frequência cardíaca, uma maior secreção das hormonas do stress e a redistribuição do fluxo sanguíneo são reacções possíveis à dor no adulto, assim como no feto. Com uma diferença: “No adulto o aumento da secreção das hormonas do stress é de 80 por cento, no feto é de 500 por cento”, adverte Jerónima Teixeira. “O estímulo tem potencialidade de causar mais dor no feto porque as suas fibras inibitórias da dor, que diminuem a actividade neuronal, estão numa fase de desenvolvimento precoce”, explica a especialista, que embora tenha testado a dor em fetos entre as 12 e as 16 semanas de gestação não tem dúvidas: “A dor aparece muito antes.” Fica por comprovar.
Católica praticante, no dia 11 Jerónima Teixeira não vota no referendo do aborto. Se o fizesse, assinalaria a sua cruz com firmeza no ‘não’. Indignada com a realidade britânica, onde o aborto legal tem disparado de ano para ano, afirma: “Tenho apreço pela mulher portuguesa. Com o suporte social a que tem direito e com a informação das opções disponíveis o aborto não será necessário.”
Ver Correio da Manhã de 6 de Fevereiro de 2007
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Aborto: o holocausto silenciado
5 Fevereiro, 2007 · 1 Comentário
Aborto e civilização
Quando se diz que o feto é “parte” do corpo da mãe, é falso, porque não é parte: está “alojado” nela, melhor, implantado nela.
José Manuel Moreira
O aborto voluntário vai tornar-se uma das grandes questões nas sociedades ocidentais. O regresso do tema à tolerante Holanda é só mais um sintoma. O interesse com que entre nós se vive o sim ou não no referendo é disso bom sinal. Há diversas formas de entrar no debate: desde a inconveniência ou ilicitude do aborto à fé religiosa, para cristãos com força de convicção de uma moral universal. Há outra posição que pretende ter validade universal:
a científica, embora também aqui as provas não sejam acessíveis à imensa maioria dos homens e mulheres, que as admite por fé (na ciência).
A minha preferida – na linha de artigo (1983) do filósofo Julián Marias – é outra, acessível a todos e independente de conhecimentos científicos ou teológicos que poucos possuem. É a visão antropológica, fundada na mera realidade do homem tal como se vê, vive e se compreende a si mesmo.
Trata-se da distinção decisiva entre “coisa” e “pessoa”, que se revela no uso da língua. Em todas as línguas há uma distinção essencial: entre “que” e “quem”, “algo” e “alguém”, “nada” e “ninguém”. Se entro numa casa onde não há nenhuma pessoa, direi: “não há ninguém”, mas não me ocorrerá dizer:
“não há nada”, porque pode estar cheia de móveis, livros, lustres, quadros.
O que tem isto a ver com o aborto? Muito. Quando se diz que o feto é “parte” do corpo da mãe, é falso, porque não é parte: está “alojado” nela, melhor, implantado nela (nela e não meramente no seu corpo). Uma mulher dirá: “estou grávida”, nunca “o meu corpo está grávido”. Uma mulher diz:
“vou ter um filho”; não diz: “tenho um tumor”.
A pergunta a referendar, ao usar, em vez de aborto provocado, “interrupção voluntária da gravidez”, não só abusa da hipocrisia como se esconde sob a capa de despenalização. Os advogados do sim não gostam da comparação, mas com isto os partidários da pena de morte vêem as dificuldades resolvidas. Podem passar a chamar à tal pena – por forca ou garrote – “interrupção da respiração” (e também são só uns minutos).
Há ainda as 10 semanas, como se para a criança fizesse diferença em que lugar do caminho se encontra ou a que distância, em semanas ou meses, da sua etapa da vida que se chama nascimento será surpreendida pela morte.
O mais estranho é que para os progressistas o aborto é visto como sinal de progresso, enquanto a pena de morte é de atraso. Dantes denunciavam a “mulher objecto”, agora querem legitimar a criança-objecto, a criança-tumor, que se pode extirpar, em nome do “direito de dispor do próprio corpo”.
O direito (com bons propósitos) serve para nos impedir de entender “o que é aborto”. Por isso se mascara a sua realidade com fins convenientes ou pelo menos aceitáveis: o controle populacional, o bem-estar dos pais, a situação da mãe solteira, as dificuldades económicas, a conveniência de dispor de tempo livre, a melhoria da raça.
A tudo isto acrescem as tentativas de abolir as relações de maternidade e paternidade, reduzindo-as a mera função biológica sem duração para além do acto de geração, sem nenhuma significação pessoal entre o “eu”, o “tu” e o “ele(a)” implicados.
Felizmente, ao pôr-se a nu a grave dimensão da aceitação social do aborto, facilita-se o regresso de temas que os “progressistas” julgavam de direita e, por isso, ultrapassados: a família e a natalidade.
Não devemos estranhar que os mesmos que sempre se equivocaram sobre tudo, desde a natureza do regime soviético a Cuba, passando pelo fim do trabalho e as nacionalizações, se encontrem agora, de novo, unidos no “sim” ao aborto (e no “não” ao sofrimento dos animais). E, ontem como hoje, acompanhados de idiotas úteis. Alguns, pelos vistos, “liberais”, que desconhecem que a noção de liberdade para o liberalismo clássico é oposta à de “direito a ou de”. Para T. Jefferson os seres humanos são independentes, mas não da moral; se a desafiamos, não somos livres mas escravos, primeiro das nossas paixões e depois possivelmente da tirania política. Que tipo de governo democrático poderá controlar homens que não podem controlar as suas
próprias paixões? Situação que piorará com a ilusão do Estado contraceptivo
e a liberalização das oportunidades para a irresponsabilidade.
____
José Manuel Moreira, Professor universitário e membro da Mont Pélérin
Society
Recebido por mail.
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A despenalização da IVG
2 Fevereiro, 2007 · Sem Comentários
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Dizer não à irresponsabilidade
29 Janeiro, 2007 · 1 Comentário
Ninguém tem dúvidas de que tratamos de uma questão que o País não quer tratar. A esmagadora abstenção no primeiro referendo em 1998 (68%) mostrou-o à saciedade e a apatia recente confirma-o. Trata-se de um problema que uma elite caprichosamente impõe à população, mergulhada numa conjuntura complexa, difícil e exigente.
Um punhado de forças políticas convenceu-se de que liberalizar o aborto constitui um imperativo de civilização e afirmou estar disposto a levantar sucessivamente esta exigência até que o País esteja de acordo consigo (ou, em certos meios mais extremistas, a forçá-lo na lei, mesmo que o povo se atreva a não concordar). Assim, espera-se que existam referendos até o resultado ser “sim”, e que depois não haja mais nenhum.
O comodismo é uma das forças mais poderosas em Portugal. Perante este desinteresse da maioria do País, uma das opiniões que mais contarão no próximo dia 11 é a que afirma que o melhor é votar “sim” para ver se se acaba com isto e nos deixam dedicar ao que importa. Esta visão, extremamente atraente, não passa de uma das maiores tolices que têm surgido numa discussão cheia delas. De facto, a realidade é precisamente a oposta.
Se o “não ao aborto livre” vencer no dia 11 de Fevereiro, existe uma forte possibilidade de que a questão política fique resolvida. Duas derrotas sucessivas fazem hesitar até o fanático mais ardente. Os militantes histéricos quererão repetir a proeza, mas as forças sérias terão muitas dúvidas em arriscar terceira derrota. Além de que o clima internacional sobre o aborto está a mudar lentamente, e essa vitória da vida e responsabilidade em Portugal seria mais um passo na evolução. Tem de dizer–se que uma terceira tentativa para liberalizar o aborto entre nós é bastante improvável.
Pelo contrário, se o “sim” vencer, o aborto promete nunca mais deixar a actualidade mediática.
A razão principal não viria do lado partidário, aliás por razões semelhantes às invocadas no caso inverso. Embora se deva dizer que, com um empate entre os dois referendos, ambos certamente não vinculativos, seria muito mais provável existir um terceiro. Mas seria sobretudo a partir da vida real que o problema viria assombrar a política. Sobretudo no sector da saúde.
A primeira coisa que se passaria, se o “sim” eventualmente ganhasse, seria a manifestação do embuste da pergunta. Embora se fale de “despenalização”, nada no sector penal ou judicial se veria modificado. Toda a frenética actividade daquilo que seria a real liberalização do aborto situar-se-ia nos hospitais.
Mas a liberalização está longe de ser garantida pela simples despenalização legal. O Código Deontológico da Ordem dos Médicos, para não falar do plurimilenar Juramento de Hipócrates, afirma que “constituem falta deontológica grave quer a prática do aborto quer a prática da eutanásia” (art. 47.º). Como poderão então médicos executar a imposição legal? Apareceria artificialmente uma nova luta intensa no meio hospitalar, que certamente não precisa de mais problemas.
Alguns dizem que esse documento vai ser revisto. Mas que devemos pensar de uma classe que muda as suas regras éticas ao sabor das votações e das modas culturais? Mais importante, como se pode entender que alguém que dedicou a vida à saúde dos outros, que estudou durante anos para ser agente da luta contra a dor e a doença, aceite uma carreira a fazer abortos? Como entender que os hospitais, centros de vida e saúde, passem a ser locais de morte higiénica?
O embate seria certamente muito doloroso. Haveria médicos suspensos por objecção de consciência, zangas entre serviços e direcções hospitalares, discussões entre colegas. Isto para não falar das manifestações e dos aproveitamentos políticos. Nunca se deve esquecer que nos EUA e em alguns países europeus, onde a liberalização não foi feita por referendos, nunca mais houve paz desde que ela foi imposta. Em Portugal, depois de debate tão acalorado, a sua eventual implantação criaria problemas muito depois de 2007.
Este é portanto um caso feliz em que, se Portugal seguir a sua consciência e valores tradicionais, também evita muitas zangas e dolorosas soluções. O único voto que arruma a questão é dizer não à tentação facilitista.
Professor universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
Ver: DN 29 de janeiro de 2007: Dizer não à irresponsabilidade
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A matança dos inocentes
12 Janeiro, 2007 · Sem Comentários
Mesmo dando de barato que o direito à vida é referendável - que não é, já que a vida é um valor absoluto – e deixando de lado a discussão estéril entre despenalização e legalização, não podemos ficar indiferentes quanto à opção a tomar perante esta reforma legislativa, apresentada como prioridade das prioridades pelos senhores que nos governam.
A Lei a referendar prevê a possibilidade da prática do aborto, até às dez semanas de gestação do feto, sem qualquer restrição, isto é, a mulher grávida pode abortar, dentro daquele limite temporal, se isso lhe der na real gana, ou seja sem qualquer razão supostamente justificativa do acto.
E é assim porque para as situações em que o aborto é praticado por malformação do feto, risco de vida para a mãe e gravidez provocada por violação, já são justificadas à face da lei vigente.
Mas se assim é, pergunta-se:
- Porquê até às dez semanas e não até aos seis anos de idade?
- Ou a partir dos oitenta anos?
São perfeitamente descabidas as perguntas?
Vejamos.
No estádio actual do conhecimento científico, uma coisa é certa: desde o momento da concepção e até ao nascimento da criança nada mais do exterior é acrescentado.
Então, só podemos concluir que, a partir da dita concepção, o mesmo ser que irá nascer, completado que seja o período de gestação, já existe enquanto tal, tendo apenas que passar por várias fases de evolução até estar pronto para nascer, como já todos (ou grande parte) tivemos ocasião de observar, através de ecografias, que mostram precisamente as várias fases do desenvolvimento da criança na barriga da mãe.
Dizia há tempos uma brilhante representante da nossa classe política, argumentando em defesa da legalização do aborto, que o feto em formação não era mais que um amontoado de células.
Ora, o iluminado intelecto esquece-se que amontoado de células também ela é, só que, numa outra fase do desenvolvimento.
Na verdade, ninguém põe em causa que um recém-nascido não é igual a uma criança de dez anos, que, por sua vez, não é igual a um adulto de trinta, o qual, por seu turno, não é igual a um de oitenta.
Embora, em todas as situações apontadas estejamos a falar de uma pessoa humana, estamos a considerá-la em diferentes fases da sua vida e desenvolvimento.
O mesmo se passa com o bebé que vai nascer, a partir do momento da concepção.
A opção está entre matar ou não matar.
Quando a nossa lei penal inclui o aborto nos chamados crimes contra a vida intra-uterina, está, logicamente, a pressupor que o que está em causa, com a incriminação de tal conduta, é a defesa de uma vida.
Mas, se assim é, e se é uma pessoa que vai nascer, então trata-se, necessariamente, de uma vida HUMANA.
Então, porque é que a nossa lei penal não classifica o aborto como crime de homicídio?
A razão encontra-se, por um lado, na coerência que tem que existir no nosso sistema jurídico, considerado na sua globalidade, e prende-se com a circunstância do Código Civil considerar que a personalidade jurídica (susceptibilidade de se ser titular de direitos e obrigações) se adquire no momento do nascimento completo e com vida.
Mas tal circunstância mais não é que uma ficção legal – à semelhança do que sucede quando se considera que a maioridade se adquire aos 18 anos ou que a imputabilidade criminal (possibilidade de se ser criminalmente responsabilizado) começa aos 16 – em homenagem ao princípio da segurança jurídica.
Na verdade, segurança e certeza são dois princípios informadores de qualquer sistema jurídico, dito civilizado, sendo que, nem sempre os dois se compatibilizam, tendo que se dar primazia a um ou outro, conforme as circunstâncias, segundo opções de política legislativa.
Encontra-se a razão, por outro lado, no facto de não se querer assumir, na nossa lei penal, que o início da vida coincide com o momento da concepção, aqui em homenagem ao princípio da certeza.
Mas, se, como acima se disse, desde o momento da concepção e até ao nascimento da criança nada mais do exterior é acrescentado, que mais certezas precisamos ?
A resposta buscá-la-á cada um com a sua própria inteligência.
Também oiço dizer, admito que por comodismo, que a questão de fazer ou não aborto é da consciência de quem toma essa opção.
Que novidade!
Mas será que a prática (ou a abstenção da prática) de qualquer conduta classificada como crime não se reconduz, sempre a uma opção de consciência?
Tem que reconduzir-se, necessariamente, senão não é considerada como tal.
O que está em causa não é isso, a questão não é essa.
Não se trata, com a opção legislativa de criminalizar o aborto livre em qualquer altura, de julgar consciências, mas de traduzir, através da lei, a escala de valores que queremos que norteiem a nossa sociedade.
Justificações já as há, legalmente previstas, para as situações que as reclamam e o embuste das mulheres perseguidas gratuitamente, não passa disso mesmo (de um embuste).
O que a Lei não pode (não deve) é atender a interesses puramente egoístas ou tentativas de não assumir a responsabilidade pelos actos praticados.
E aqui entra a questão acima colocada – porque não a liberalização (do aborto ou do homicídio) até aos seis anos de idade?
Não seria a idade indicada para se concluir se um filho era ou não desejado ou se era economicamente comportável o respectivo sustento e educação?
Até se evitariam, porventura, despesas acrescidas ao Estado, já que era a altura de entrar na escola …
Acham cínico? Talvez não tanto como parece …
E o mesmo se diga quanto à liberalização do homicídio, a partir dos oitenta anos (desde que cometido por filho ou parente que conviva com a vítima há mais de um ano). As razões são as mesmas.
Ou não é verdade que, muitas vezes, os filhos não podem (ou não querem) tomar conta dos pais, ou não têm “capacidade psicológica” para isso, e têm que arrumá-los em lares, quantas vezes degradantes.
Não seria mais digno “arrumar” logo o assunto?
Podem estar certos que a proposta que querem aprovar, a vingar, mais tarde ou mais cedo conduzirá à aceitação de todas estas situações.
Dizia, há bem pouco tempo, um também brilhante líder de grupo parlamentar da nossa praça que a liberalização do aborto até às dez semanas se impõe, para se pôr fim à vergonha que se traduz na situação actual da nossa Lei, face aos demais países da Europa.
VERGONHA, senhor deputado, é consagrar-mos a legalização de um crime, que se irá traduzir num holocausto maior e mais vil do que qualquer outro (de direita ou de esquerda) cometido ao longo da História.
E bastariam estas razões, se outras igualmente ponderosas não existissem, para que, como defensor da vida, tivesse que manifestar a minha mais vigorosa rejeição pela vergonhosa lei que vai a referendo.
Impõe-se que todos votemos NÃO.
Lisboa, Janeiro de 2007
António Parreira de la Cerda
(Juiz de Direito)
Publicado no blog INTERREGNO
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Portugueses
12 Janeiro, 2007 · Sem Comentários
A Constituição da República concede a todos os cidadãos Portugueses a igualdade perante a Lei, todos temos os mesmos direitos e obrigações de cidadania. Desde o momento em que emigrei que noto que essa frase é bonita mas em muitos casos não passa de letra morta, senão vejamos:
a) Os nossos compatriotas emigrados tiveram de esperar até bem recentemente para poderem votar nas eleições presidenciais, esse era um dos pontos de discórdia entre o então Presidente da República Mário Soares e o Primeiro Ministro Cavaco Silva. Qualquer Português emigrante que se lembrasse desses tempos nunca poderia votar Soares nas últimas eleições presidenciais. Nem sei como o Dr. Mário Soares se atreveu em ir visitar algumas comunidades portuguesas no estrangeiro.
b) Os referendos estão apenas abertos aos cidadãos residentes dentro do território nacional. Num assunto tão importante como a despenalização ou não do aborto (deixemo-nos de eufemismos, e isto para não ser ainda mais cru e chamar as coisas pelo seu verdadeiro nome), mais uma vez nós que somos residentes no estrangeiro somos excluídos deste processo. Bem sei que os nossos votos não contam muito devido à grande abstenção, mas não esqueçamos que um terço dos cidadãos portugueses vivem no estrangeiro. Somos ou não uma força com quem contar?
c) A equivalência dos estudos a nível europeu ainda não é uma realidade. Lembro-me que quando quis requerer a equivalência dos meus estudos feitos em Portugal deparei com um muro intransponível. Quando me fui informar junto da Embaixada de Portugal em Bruxelas a senhora que me atendeu disse apenas que na Bélgica eu não era o único, que todos os Portugueses tinham esse problema. Passados dez anos a situação continua práticamente na mesma. A pergunta fica aqui: será que alguém em Lisboa está ocupado com este problema?
Os Portugueses e luso-descendentes que residem no estrangeiro não são Portugueses apenas quando a Selecção Nacional vai jogar além fronteiras, não servem apenas para fazer “claque” ou para mandar remessas. Ao contrário de muitos residentes na nossa terra, nós trazemos Portugal na alma todos os dias do ano. Longe vai o tempo da mala de cartão ou do cesto em cima da cabeça. Nos tempos recentes assistimos à fuga de profissionais altamente qualificados e que projectam o bom nome de Portugal além-fronteiras. Pedimos direitos iguais, e já agora, uma RTP Internacional com programas de qualidade, e, como não é pedir muito, a distribuição por satélite e em sinal livre dos quatro canais genéricos nacionais.
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Portugal, país de princípios
8 Janeiro, 2007 · Sem Comentários
Há umas semanas atrás fui abordado por um Belga que me veio dizer que admirava muito Portugal porque era um dos poucos países da Europa onde ainda havia valores familiares na política. Curioso perguntei-lhe o que é que ele queria dizer com isso e ele continuou dizendo apreciar o facto de o aborto em Portugal ser penalizado. Retorqui-lhe sizendo que em Fevereiro haverá de novo um referendo sobre a despenalização do aborto (ou da interrupção voluntária da gravidez, como alguns grupos gostam de lhe chamar). O meu interlocutor disse esperar que o NÃO vença porque há que defender a vida humana a todo o custo e que há que mobilizar a sociedade para o retorno aos valores básicos da família.
Hoje em dia assistimos a um enorme ataque dos lobbies “gays” e estes querem fazer parecer que “ser gay” é natural e que quem não o é é quase uma aberração da natureza. Como pessoa respeito todos os seres humanos mas constato que entre muitos membros da comunidade “gay” existe oposição ao casamento e à adopção de crianças por parte destes. Estamos perante uma pequena minoria que pretende não influenciar mas impor os seus valores à sociedade no seu todo. A sociedade ocidental é feita de modas, mas modas vêm e vão, e apenas marcam a sociedade por um curto período de tempo. O mesmo se vai passar com certas ideias que há já algum tempo pairam sobre o mundo ocidental. A família é o fundamento da sociedade, sempre o foi e sempre o será, e tudo o que deriva disso está condenado mais cedo ou mais tarde a desfalecer e a desaparecer.
Em 2006 li uma entrevista em que um muçulmano da cidade francesa de Lille dizia que a sociedade ocidental estava em declínio porque tinha aberto as portas à assimilação das suas normas e valores por parte dos fundamentalistas islâmicos. Ele mostrava espanto por os dirigentes políticos europeus não defenderem os valores de liberdade que caracterizam o pensamento europeu, acrescentando que a Europa só iria acordar quando fosse demasiado tarde. O que esse muçulmano parece não se aperceber, é que grande parte da população europeia já ter acordado para as consequências dessa crise de identidade dos políticos, apenas estes continuam embalados em defender aquilo que é moda e naquilo que os lobbies mais fortes defendem.
Não sou Católico mas concordo plenamente com as recentes afirmações de Bento XVI e da Igreja quando este afirma que o aborto é o Holocausto Moderno. Pergunto-me quantos bébés morrem por dia/por ano vítimas de aborto. Quantas vidas humanas se perdem, quantos talentos não aproveitados, quantas famílias desfeitas! Bem sei que no passado a Igreja não foi nenhum exemplo de humanidade, mas nesta luta ela trava uma batalha desigual e que deve ser apoiada a todo o custo. Não devemos ter vergonha em defender os valores da vida e da base da nossa sociedade, como o direito fundamental que é o direito à vida.
O referendo de Fevereiro deve ser livre e democrático, quero com isto dizer, que a informação pelo NÃO e pelo SIM deve ser livre e independente. Neste momento assiste-se a uma grande campanha pelo SIM e quase não se ouve ou lê nada sobre o NÃO. Quase parece ser uma vergonha defender a continuação da lei como ela está ou quiçá, torná-la ainda mais limitativa.
O facto de morar no estrangeiro não me dá o direito de votar no referendo (não, os Portugueses não são iguais perante a Lei), mas isso não me impede de fazer campanha pelo NÃO e pela defesa da vida humana. Esta deve ser defendida a todo o custo e sem medo de lobbies poderosos. Pela vida e por Portugal!
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As razões do meu NÃO
22 Dezembro, 2006 · Sem Comentários
Gostaria de explicar por que é que, se pudesse, eu votaria NÃO à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Lembro-me do momento em que a minha Mãe me disse que estava grávida do meu irmão. Eu tinha quase 8 anos e não queria acreditar que dentro da minha Mãe estava um bébé que dentro de alguns meses nasceria e seria o irmão que eu tanto queria. Acompanhei essa gravidez com muito interesse e ansiedade, e foi para mim uma alegria poder por a minha mão na barriga da minha Mãe e sentir o meu irmão. Jamais irei esquecer a primeira vez que vi o meu irmão e que o peguei ao colo. Desde o primeiro dia em que soube que a minha Mãe estava grávida eu sabia que ela estava grávida de uma PESSOA, de um ser humano. E ele foi respeitado como tal desde o princípio.
Anos depois quando eu tinha cerca de 14 anos houve a aprovação da chamada Lei do Aborto, e lembro-me que no início dos anos 80 eu estava na segunda fila daquela grande manifestação contra o aborto. Hoje, quase 25 anos depois, a minha opinião continua a mesma, que abortar é tão grave como matar alguém que já nasceu, com uma diferença. A diferença é que um feto é um ser humano que ainda não nasceu e que ainda não foi visto, com o qual ainda não existe uma grande ligação afectiva como existe com alguém que nasceu. Abortar é a escolha mais fácil para se desenbaraçar de um “inconveniente”, de um “contratempo”. Hoje em dia existem anti-concepcionais em abundância no mercado e a tese do “acidente” é quase descabida. O sexo é vendido nas telas do cinema como se fosse uma coisa banal, uma obrigação, a grande moda. Mas sempre nos esquecemos que o facto de ter relações sexuais é acima de tudo um acto de amor entre duas pessoas que se amam e que se entregam em amor e respeito uma pela outra. O acto sexual é vendido como se fosse única e exclusivamente a satisfação de inpulsos naturais que cada pessoa tem e que deve ser desprovido dos mais profundos sentimentos que existem dentro do ser humano. Esquece-se frequentemente que esse acto que deve ser de entrega, de amor, dedicação e respeito também dá origem a uma nova vida, à continuidade da família e da sociedade. Hoje em dia escolhe-se a filosofia do facilitismo, dos lobbyes dos mais poderosos, de quem tem a melhor peça de marketing. Quem vende melhor é quem tem razão. Toma-se o certo pelo errado.
Para mim, a vida humana começa no acto da concepção, um acto que deve ser de amor e de respeito. Se um casal não deseja ter filhos que tome as suas precauções para não ter surpresas desagradáveis. Admiro as pessoas que deliberadamente escolhem guardar-se para depois de se casarem, admiro as pessoas que educam filhos que não foram planeados, e admiro infinitamente as pessoas que têm filhos deficientes e que escolheram tê-los apesar de saberem de antemão que os seus filhos não seriam “normais”. Admiro também os pais que escolhem ter os seus filhos quando estão sós, e ainda mais aquelas mães que dão as suas vidas ao ter os seus filhos, aquelas que dizem para em primeiro lugar se salvar a criança! Essas pessoas são para mim os verdadeiros herois da sociedade em que vivemos e não as Floribellas nem as novelas. São essas pessoas que praticam actos de amor para com os mais desfavorecidos e que têm respeito pela vida humana. Não posso esquecer a mãe de um colega do meu primo Paulo. Esse seu colega era invisual e deficiente motor, mas era aquele que tinha as melhores notas no Liceu. Os pais desse rapaz, infelizmente já desaparecido, levavam-no de férias ao estrangeiro, e até o levavam ao cinema! Ver aquela família enternecia o coração de qualquer pessoa.
Sei que esta minha opinião não é popular, e posso mesmo vir a receber muitas recriminações no meu mail, posso até vir a ser insultado como aconteceu no passado, mas como os adeptos do SIM têm direito a defender a sua opinião, eu também tenho o direito de defender a minha opinião mesmo que esta não seja aquela que muitos gostem. Defender o voto pelo NÃO é o meu Direito de Cidadania, é o que chamo a escolha pela Vida, o amor a Portugal e aos meus compatriotas que não têm voz, é a luta por melhores cuidados de saúde em Portugal e por um melhor acompanhamento dos mais desfavorecidos do nosso País. É pelo investimento em Portugal.
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O aborto é fixe, o puto que se lixe!
14 Novembro, 2006 · Sem Comentários
Artigo tirado da Alameda Digital. Para ler o artigo no site original clique aqui.
O aborto é fixe, o puto que se lixe
A hipocrisia do Sim
por J. Luís Andrade
Sempre que alguém se manifesta pelo primado da Vida contra a banalização do aborto, um bem orquestrado coro de vozes, vem sistematicamente encher-nos os ouvidos com a palavra hipocrisia.
A sua arrogância petulante, tolda-lhes a lucidez e impedem que se revejam no espelho da Razão. Que epítetos devemos atribuir aos que com descaramento inaudito, auto - intitulados defensores dos pobres e oprimidos, vêm advogar a opção do Direito do mais forte sobre o mais fraco e indefeso?
Que nome devemos chamar aqueles que mentem com todos os dentes que têm na boca ao propalar estatísticas de práticas abortivas ilegais, sem qualquer suporte de registo, ignorando ao mesmo tempo a realidade, essa sim suportada por dados oficiais, do aumento do número de aborto nos países em que a legislação o despenalizou?
Qual o termo para designar aqueles que sabem que o recurso ao aborto é maioritariamente uma prática das classes médias aburguesadas que se regem por aparências e conveniências, figurantes convictos da sociedade do Ter e do Parecer, enquanto que nas classes economicamente mais desfavorecidas o Ser (e logo o instinto maternal) tem um relevo diferente?
Qual o adjectivo a usar para com aqueles que, sabendo muito bem que com as actuais drogas e fármacos os abortos de perna aberta começam a ser coisa do passado, nos continuam a agredir psicologicamente com o mito (e o imaginário) do número crescente de abortos clandestinos?
E que pensar dos jornalistas, pretensamente isentos, que, servindo-se do seu privilegiado púlpito, colaboram consciente e militantemente na censura, desinformação e boicote de quem defende as posições pró-Vida?
Será que a vida de uma baleia, de um touro ou de uma cegonha é mais importante que um ser humano? Como diz Gentil Martins “biologicamente a vida é um todo contínuo, de que a permanência no ventre materno não é mais do que um estádio”.
Não deixa de ser irónico que aqueles que sempre usaram o primado da Ciência na afirmação do modelo social venham agora ignorar a realidade que a experimentação médico - biológica aponta.
Os mais esclarecidos já perceberam que perderam a guerra no que diz respeito à questão científica. Demarcando-se dos militantes do tipo O Aborto é fixe! - o puto que se lixe, característico das abencerragens comunistas e feministas integradoras do Bloco de Esquerda, vêm agora, mudando de táctica, virar os focos para a mulher e para as definições jurídicas sobre o que é ou não uma pessoa, manifestando farisaicas preocupações humanísticas e sociais. Na realidade, tentam escamotear aquilo que está por detrás de todas essas posições - uma distinta e inconciliável visão da Vida humana e consequentemente da própria Humanidade. Não se trata de um problema de convicções religiosas mas sim de um referencial ético. Quem assume a posição pró-Vida está consciente de que se trata de um ser humano, essência da própria Vida que importa defender como o valor mais sagrado. Eles acreditam que é apenas um apêndice do corpo da mãe que sobre ele dispõe de todos os direitos enquanto for seu hospedeiro como se de um tumor se tratasse. A gravidez é para eles um empecilho nas conquistas da mulher para a Igualdade face ao homem.
Aos que pugnam pela Vida, a opinião publicada que nos tentam impingir como opinião pública acusa-os de dogmáticos e insensíveis perante os dramas e aflições das mães grávidas. Para eles que na prática só se preocupam com o que chamam o bem-estar e os direitos sexuais da mulher, a solução mais lógica e mais fácil é o aborto, agora eufemisticamente (e hipocritamente) atenuado na sigla IVG. Como se não se tratasse de uma terminação e houvesse a possibilidade de retomar a gravidez após a interrupção. Tal hipocrisia na designação é aliás sinal de medo e necessidade de esconder a verdadeira natureza do acto.
Pela sua natureza ética, o tema do aborto é metapartidário embora fortemente concentrado nos que não se revêm numa matriz totalitária ou centralista da sociedade. E os números do referendo passado não são assim tão escassos para que os partidos que agora cederam a agendar uma nova consulta para 2007 os ignorem.
Mas é importante notar que no seio dos movimentos que promovem uma cultura de Vida, não é altura para grandes competições de pureza. É compreensível que muitos sintam que a Vida se não referenda mas ou vão à liça, mesmo sabendo que o fazem sob regras ditadas pelo adversário, ou não perturbam. O que se avizinha é um combate que tem por objectivo estratégico único ganhar o referendo. E para isso todos os que os que não estão de acordo com a actual lei ou que, aceitando-a, se recusam a mais condescendências no caminho para a liberalização total do aborto, têm de estar na mesma frente, no mesmo lado da barricada. É esse o verdadeiro e único objectivo. É essa a próxima batalha que se aproxima na guerra contínua a favor da Vida e que urge ganhar. Definir a estratégia, concertar as tácticas e escolher os operacionais mais adequados a cada tarefa, nomeadamente no que diz respeito às capacidades comunicativas, são tarefas fundamentais que, a serem executadas com rigor, poderão fazer toda a diferença num país altamente condicionado por décadas de lixo ideológico que gosta de brandos costumes e suaves posições.
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