Miguel’s Weblog

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Cartas do estrangeiro

1 Abril, 2008 · Sem Comentários

Domingo à noite foi transmitido um programa na televisão flamenga sobre uma família Belga Flamenga radicada em Portugal. Chamei a minha mulher para ver com os próprios olhos o que eu lhe tento fazer ver desde 1994 e que para ela é difícil de aceitar. Aquela hora chegou para perceber que voltar para Portugal é tarefa quase impossível. Para mim também foi extremamente útil porque pude ver Portugal pelos olhos de uma família Flamenga e não com os olhos da saudade com que sempre vejo. Gostaria de vos deixar aqui as ideias gerais transmitidas por aquela família:

Sistema de Saúde deficiente
A filha do casal adoeceu e em diversos consultórios e hospitais, mesmo depois de feitas radiografias e análises, foi diagnosticada uma mera constipação. Como a febre subiu aos 41° e a situação rápidamente se deteriorava, os pais decidiram trazer a filha a um hospital na Bélgica. Aqui foi-lhe diagnosticada uma grave infecção pulmonar e a filha teve de ser seguida de perto por especialistas durante algumas semanas.
A incredualidade em ver-se um enorme número de pessoas idosas que precisam de uma bengala para andar. Nunca tinha pensado nisso, mas aqui no norte da Europa quase não se vêem pessoas com muletas ou bengalas.

O inferno da Burocracia

São precisos documentos para tudo e mais alguma coisa e os documentos solicitados raramente estão prontos na data estabelecida pelos próprios serviços.

Construir ou renovar uma casa

É tarefa quase impossível porque muitas vezes as pessoas contratadas para trabalhar simplesmente não aparecem ou resolvem por iniciativa própria não trabalharem de acordo com os planos aprovados pelos arquitectos. Para ilustrarem mostraram como exemplo uma parede que deveria ser construída num certo lugar na sua nova casa e quando chegaram à obra depois de um dia de trabalho verificaram que o pedreiro estava a construir a parede num lugar completamente diferente, porque segundo ele, ali ficava melhor.

Simpatia e afabilidade das pessoas

Estavam encantados por terem sido ajudados por toda a gente da aldeia que escolheram quando se quiseram estabelecer em Portugal. Os vizinhos ajudaram no que podiam e na escola todos ajudaram bastante a filha do casal, ao ponto de ela dizer que não consegue ver o seu futuro na Bélgica.

Silêncio

Habituados a viver num País onde o stress é uma constante e onde o tempo para a família é reduzido ao mínimo, foi com espanto que pela primeira vez na vida viram que o silêncio absoluto existe. Disseram que havia dias em que não se ouvia nada ao redor e que aqueles dias cheios de stress e barulho que conheciam na Bélgica desapareceram.

Velhice

Estavam a pensar envelhecer em Portugal mas apenas com a condição de terem um Seguro de Saúde que lhes permitisse regressarem à Bélgica para serem assistidos sempre que precisassem de cuidados de saúde.

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Este é um programa transmitido semanalmente com Flamenfos radicados em diversas partes do Mundo.

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The Soviets in Afghanistan

31 Março, 2008 · Sem Comentários

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Gato Fedorento e a RTP Internacional

30 Março, 2008 · Sem Comentários

Hoje à tarde a minha alma ficou pasmada, não é que a RTP, num enorme serviço à comunidade portuguesa espalhada por essa Europa fora, transmitiu um episódio do Gato Fedorento de 2007 (campanha do Pirilampo Mágico). Parece que a RTP não tem mais nada para mostrar do que os mesmos programas N vezes. A RTP faz dos emigrantes uma comunidade de meninos de 3 anos que querem sempre ver os mesmos programas e ouvir as mesmas músicas. Tenham dó e respeitem-nos! Ainda bem que tenho 3 satélites porque senão já tinha morrido de tédio…

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Chamar a Música

16 Março, 2008 · Sem Comentários

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O Sr. Ministro e os Sapatos Italianos…

6 Março, 2008 · Sem Comentários

Que tristeza, veja aqui.

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Televisão Pública de Angola

29 Fevereiro, 2008 · Sem Comentários

Adorei ver o Telejornal da TPA. Parabéns!

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Garcia Pereira vai representar Paulo Portas

29 Fevereiro, 2008 · Sem Comentários

“Em princípio, muitas são as diferenças ideológicas que existem entre o dr. Garcia Pereira e eu próprio. Não é isso que está em causa neste processo. Sempre tive admiração profissional e respeito pessoal pelo dr. Garcia Pereira”, afirmou,

Paulo Portas disse ter solicitado a Garcia Pereira para o representar, elogiando a sua combatividade e o facto “de se bater por questões de princípio”.

O líder do CDS-PP vai processar Jaime Silva por se considerar lesado no direito ao bom-nome por afirmações do governante.

Jaime Silva tinha acusado Portas de ter “calotes políticos” e de dever explicações aos portugueses sobre os casos Portucale, Casino de Lisboa que envolvem ex-ministros do CDs-PP.

SF.

Fonte: RTP

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Ana Drago arrasa!

25 Fevereiro, 2008 · Sem Comentários

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Female circumcision - STOP THE CRIME !!!

21 Fevereiro, 2008 · Sem Comentários

See here and here on YouTube.

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Remodelação Governamental

30 Janeiro, 2008 · Sem Comentários

Ainda não tomou posse e a nova Ministra da Saúde afirma já que a Política de Saúde vai continuar e que é da responsabilidade do Governo. Mudam-se as moscas mas o desastre continua. Temos no Governo de Portugal um Partido Socialista que não escuta a população que o elegeu com maioria absoluta e que tem o descaramento de dizer que não leva lições de esquerdismo de ninguém. É a arrogância no seu melhor!

Daqui mando o meu abraço à senhora futura Ministra da Saúde, ainda não começou funções e já sacode a água do capote.

NB. Post baseado no Telejornal de ontém na RTP.

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GATO FEDORENTO: Sócrates - debate sobre a Greve Geral

4 Dezembro, 2007 · Sem Comentários

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La Belgique est unie! Vive la Belgique!

20 Novembro, 2007 · Sem Comentários

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Os conselhos do Tio Herman :-)

8 Novembro, 2007 · Sem Comentários


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Carta de um professor

8 Novembro, 2007 · Sem Comentários

Fonte: Democracia em Portugal

À Sra Dra Fátima Campos Ferreira

Os meus respeitosos cumprimentos:

Para vosso conhecimento envio cópia da carta aberta por mim endereçada ao Sr. Presidente da República.

Grato pela atenção

Carta aberta ao Senhor Presidente da República Portuguesa

Ílhavo, 22 de Outubro de 2007

Senhor Presidente da República Portuguesa

Excelência:

Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar: “Talvez V. Excia não saiba bem quanto!”

1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a “má-fé”) do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).
A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem equivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual a três!
Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.
Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.

2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: “Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!”

3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.
Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão.
Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca.
Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado.
Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada.
Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio.
Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for.
Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de soslaio como que a dizer Olha-me este!” e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.

4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!! Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca tive de aturar faltas de educação aos meus filhos por que é que hei-de aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65 anos de idade?
Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo perfeito mas se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?…) os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade mental.
Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele não me responda: “Por que é que me mandou calar a mim? Não vê os outros também a falar?”
Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de modo a que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende.
Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas «Entram, sentam-se e calam-se!»
Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para assobiar, cantar, grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro que se eu não quisesse dar mais aula bastaria perguntar quem tinha sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade.
Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões como obrigado”, “por favor” e “desculpe” e que as usem sempre que o seu emprego se justifique.
Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não me olhem com enfado dizendo interiormente “Mas o que é que este quer agora?” e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa como se me estivessem a fazer um grande favor. Que fique bem claro que os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se bem.
Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando lho peço para terminar esse contacto com o exterior pois esse aluno “não está na sala”, está com a cabeça em outros mundos.
Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a cabeça pousada na mesa a querer dormir?
Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho gostaria que os alunos, ao sair da sala, não as amarrotassem e deitassem no cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem “esquecidas” em cima da mesa.
Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: “Meus meninos, a aula ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!” mas nenhum deles se moveu um milímetro!!!
Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária para uma aula bem sucedida?
É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM, RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!

5. No ano passado tive uma turma do 10º ano dum curso profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro, tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para dividir 25,6 por 1.
Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que são alunos de uma turma do 10º ano!!!
Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos só que os alunos continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com um diploma!!!

6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares até famílias irresponsáveis.
Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e complementar o trabalho dos professores?
Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam na escola para estudar mas para “tirar o 9º ano”.
Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na escola…
E, por último, existem os que se passeiam na escola só para boicotar as aulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E por que é que eu tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de noventa e de quarenta e cinco minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do Ministério não é, de certeza absoluta!

7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de outra área da sociedade) a enfrentar ( o verbo é mesmo esse, “enfrentar”, já que de uma luta se trata…), durante uma semana apenas, uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma unidade didáctica do programa escolar.
Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são números para esse mapa, quer os alunos saibam
Estar sentados numa cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9º ano, as a um bacharelato…).
É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender “dói”! É preciso dizer aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e comportamentos socialmente correctos.

Se V.Excia achar que eu sou pessimista e que estou a perder a sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas, mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma mentira…

Permita-me discordar de V. Excia mas dizer que os professores têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo…

Atenciosamente

Domingos Freire Cardoso
Professor de Ciências Físico-Químicas
Rua José António Vidal, nº 25 C
3830 - 203 ÍLHAVO
Tel. 234 185 375 / 93 847 11 04
E-mail: dfcardos@gmail.com

NOTA: Como vai o nosso ensino!!! Como serão os cidadãos de amanhã? Como será a produtividade da nossa economia? E a sua competitividade? Como sobreviverão as futuras gerações na economia globalizada?

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Rodrigues dos Santos suspenso?

10 Outubro, 2007 · Sem Comentários

Foto de António Pedro Ferreira

O Expresso sabe que o jornalista José Rodrigues dos Santos foi suspenso de funções e que será alvo de um processo disciplinar que visa o despedimento.

Em causa estão as declarações do pivot numa entrevista ao ‘Público’ e um artigo publicado no ‘Diário de Notícias’ sobre o tempo em que foi director de informação da RTP e as interferências governamentais no canal do Estado.

Na entrevista ao Público, o jornalista afirmou que a administração da RTP interferiu na nomeação de Rosa Veloso para correspondente em Madrid, em 2004, que estava em quarto lugar na lista de candidatos. De acordo com José Rodrigues dos Santos, esta decisão cabia à direcção de informação, razão pela qual se demitiu na altura.

Em declarações à Lusa, o administrador da RTP, Luís Marques, afirmou hoje que os procedimentos anunciados pela administração da empresa contra José Rodrigues dos Santos serão concretizados, numa primeira fase, num “esclarecimento rigoroso” das acusações avançadas pelo jornalista. O mesmo responsável adiantou que “ainda não se está numa fase de processo disciplinar”, sem afastar a possibilidade dessa medida ser adoptada.

Para Sebastião Lima Rego, membro da antiga Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS), a atitude da RTP “é uma forma de se atirar areia aos olhos e evitar falar do que realmente se passou de errado em 2004″. De acordo com Lima Rego, tratou-se de um “verdadeiro caso de síndrome de relacionamento entre administração e direcção de informação”, onde foram “quebradas todas as tradições no que diz respeito a colocações”.

Sebastião Lima Rego, que na altura foi o redactor da deliberação da AACS, confessa que, embora a decisão final “fosse claramente favorável a José Rodrigues dos Santos”, no seu “subconsciente este caso nunca ficou totalmente resolvido”. A posição da administração da RTP foi “totalmente inaceitável e os prevaricadores continuam todos nos seus postos”.

O membro da antiga Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) lembra também que o caso “teve o benefício de ficar à sombra de um escândalo político”, uma vez que a deliberação foi dada no dia em que o Presidente da República, Jorge Sampaio, dissolveu a assembleia. Entre as opções de “complot para tirar José Rodrigues dos Santos da direcção de informação” ou “histórias de cunhas na RTP”, Lima Rego ressalva que “a verdade é que na altura o Rodrigues dos Santos pediu a demissão e a administração aceitou logo”.

Quanto ao regulamento entregue pela RTP depois da deliberação, com a reformulação dos processos de colocações, Lima Rego recorda: “Era simplesmente inacreditável. O Conselho de Administração decidia o que fazer e ponto final”. Pouco surpreendido com o processo disciplinar a José Rodrigues dos Santos, Lima Rego acrescenta: “O meu desejo é que o processo não venha marginalizar a discussão sobre este tema. É fundamental que as regras de separação entre a administração e a direcção de informação voltem a ser debatidas e se chegue a uma resolução”.

Fonte: O Expresso

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Morreu Raul Durão

9 Outubro, 2007 · Sem Comentários


Foto RTP

O apresentador de televisão Raul Durão, 65 anos, morreu hoje de madrugada em Lisboa vítima de cancro, disse à agência Lusa fonte da RTP.

Uma vida ligada à televisão e à rádio

Nascido a 09 de Setembro de 1942 em Lisboa, Raul Durão entrou para a RTP em 1971 através de concurso para aquisição de locutores e apresentadores juntamente com Ana Zanatti, Maria Elisa, Fernanda Andrade, Eládio Clímaco e Fernando Balsinha.

Trabalhou inicialmente como locutor de rádio na extinta Emissora Nacional e na RTP apresentou noticiários, magazines e espectáculos de variedades.

“Bom Dia Portugal”, “Magazine informativo”, “Ponto por Ponto” ou “Estrada Viva” são alguns dos programas que Raul Durão apresentou.

Foi Raul Durão que a 04 de Dezembro de 1980 informou o País sobre a queda do avião Cessna que conduzia Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa ao Porto.

O comunicador reformou-se do serviço público de televisão há cinco anos, mas acabaria por ser chamado para colaborar pontualmente com a RTP e com a RTP África.

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Fonte: SIC

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Não sejas mau p’ra mim…

6 Outubro, 2007 · Sem Comentários

Ao passar pelo pedra do homem encontrei este vídeo que me trouxe saudades de um tempo que não volta mais… Grande Dora! Porque é que será que toda a gente embirrava com as botas dela???

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Herman no seu (quase) melhor

6 Outubro, 2007 · Sem Comentários


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A Crise em Portugal

26 Setembro, 2007 · Sem Comentários

A crise em Portugal é, como sabemos, apenas para alguns. Hoje ao chegar ao trabalho tinha um mail com um PowerPoint bem representativo que não posso deixar de partilhar convosco. Parece que está a dar a volta a Portugal… Se o que está aqui é verdade, então que dê muitas! Ora vejam!

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Os 50 anos da RTP (outro vídeo)

21 Setembro, 2007 · Sem Comentários

Porque recordar é viver…

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