Morar na Bélgica tem coisas óptimas que em Portugal só podemos sonhar, mas morar em Portugal é poder ir ver a beleza do Mar e da costa portuguesa sempre que temos vontade e aí poder descontrair depois de um dia/semana de trabalho. Há luxos que não se pagam e este é um dos que mais tenho saudades!
O rei espanhol Juan Carlos recordou esta quinta-feira com nostalgia, e num português quase perfeito, os tempos que passou em Portugal nas décadas de 1940 e ‘50, numa conversa com a fadista Mísia, noticia a agência Lusa.
A conversa decorreu depois de Mísia ter interpretado quatro fados, entre eles “«Que fazes aí Lisboa», no decurso da cerimónia de entrega dos Prémios Internacional de Jornalismo Rei de Espanha, no parque do Retiro de Madrid.
Falando em português, Juan Carlos disse a Mísia, de mãe catalã e pai português, que ainda hoje sente saudades do tempo que passou na zona do Estoril, onde chegou com oito anos, em 1946.
Dois anos depois regressaria a Espanha para estudar, mas nas férias voltava à que era a casa da família na Avenida de Londres, próximo do Colégio Amor de Deus onde tinha estudado.
«Espanha é a minha pátria, Portugal o meu país», disse Juan Carlos, referindo que apesar de ter nascido em Roma e vivido na Suíça, foi Portugal que lhe ficou «na alma».
Os pais de Juan Carlos mantiveram casa em Lisboa, a «Villa Giralda» até 1982, altura em que a família se mudou para Madrid.
e depois? Lembro-me do dia da Revolução como se o estivesse a viver neste momento. A minha avó levou-me para o local onde a carrinha devia me ir buscar para a escola mas passou à pressa a dizer para ir-mos para casa e não saír-mos. No Dafundo toda a gente corria e perguntava-se notícias a quem passava, aos vizinhos, a quem estava à janela. No rádio apenas se ouvia marchas militares e na televisão passou um episódio da Família Partridge e um do Viver no Campo. Este último de morrer a rir.
À medida que o dia passava todas as crianças estavam na rua a brincar aos “cóbóis” e a dizer “os gajos que venham que a malta mata-os a todos. Fomos para a marginal com as nossas pistolas de fulminantes “meter medo aos carros do exército e da polícia que passavam. Metiam-se com a PIDE podiam-se meter mas connosco íam recambiados. Foi um dia “do catano”!
Hoje dou início a uma nova rubrica tendo por base um post da semana passada intitulado “Vida de emigrante é assim“. Estou na Bélgica desde 1993 e gostaria de a partir de agora partilhar algumas das minhas experiências neste país fictício à beira-mar criado pela Alemanha, Holanda, França e Inglaterra.
Quando aqui cheguei trabalhei 3 anos e meio numa organização internacional em Bruxelas e era interessante ver quando alguns Portugueses chegavam a Bruxelas pela primeira vez. Vinham cabisbaixos, assim como não quer a coisa perguntavam onde era o Banco, onde se podia comprar produtos portugueses, onde eram as melhores lojas, qual era o melhor local para morar, etc. Passado uns meses pavoneavam-se nas lojas com os seus “badges” (cartões electrónicos) com o nome/bandeira das organizações internacionais onde trabalhavam e olhavam os demais como se eles fossem uns gigantes e os outros fossem pigmeus. Falavam francês e depois quando queriam repreender os filhos ou a mulher saía cada bujarda que era de fugir a sete pés…
Certa vez conversei com um dos vários bancários portugueses radicados na Bélgica e ele disse-me que era uma tristeza trabalhar com portugueses, passado uns meses passavam por ele e nem lhe falavam. Principalmente depois de tudo o que tinha feito por eles.
No ano passado fui ao mercado de Natal em Colónia e depois de ter passado Liège notei que havia um Mercedes que me seguia (tenho uma bandeira portuguesa debaixo da matrícula). Seguiu-me até Eupen e lá colocou-se ao meu lado durante cerca de 3 minutos e toda a famelga olhava para nós e para o meu carro (Opel Zafira novinho em folha) como se fossemos animais no Jardim Zoológico. A minha mulher que é Belga e está infelizmente habituada a estas “aves raras” desde que nos conhecemos disse-me “olha para aqueles pategos!” Quando lhes perguntei o que se passava acelararam e seguiram caminho, desta vez a alta velocidade. Tinham um lindo Mercedes com bandeira portuguesa colada atrás e com matrícula diplomática. Que tristeza!
Será que não há ninguém na Segurança Social que olhe para este senhor e que lhe dê a possibilidade de ter um novo rosto? Será que não há médicos em Portugal ou empresários que estejam interessados em ajudar este senhor? Um País que deixa um cidadão chegar a este ponto o que é que se pode chamar? E a Igreja passa por isto e não vê?
Lembro-me quando ele ainda tinha esta doença em estado inicial e fiquei chocado ao ver esta imagem! Vamos ajudar este homem? Acho que a blogosfera pode ajudar muito neste caso se todos dermos as mãos!
Por volta dos 12 anos aprendi a tocar viola às escondidas do meu Pai, ele não queria que eu usasse a viola dele e se quisesse tocar que tocasse na dos meus amigos. Assim comecei, mas como o fruto proibido é sempre o mais apetecido não conseguia deixar aquela viola em paz. Tocava horas a fio até que recebi autorização de tocar a dita viola. Passados 25 anos voltei a tocar e sou obrigado a parar passados alguns minutos por causa de uma dor intensa no pulso esquerdo e quase não o posso mover durante uma semana.