Miguel’s Weblog

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É assim que Sócrates defende a Língua Portuguesa???

28 Maio, 2008 · Sem Comentários

A diplomacia portuguesa vai passar toda a ter um endereço electrónico em inglês. Ao nome de cada diplomata seguir-se-á a fórmula @foreignministry.pt. A opção pelo inglês está a ser criticada dentro do próprio Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Agora, multiplicam-se os domínios de e-mail usados pelos diplomatas de carreira. Se o profissional estiver em Lisboa, o seu e-mail terminará em @mne.gov.pt, como o de qualquer outro funcionário. Mas se, de repente, for colocado no Afeganistão passará, a usar @wanadoo.fr. Na Alemanha usará @lissabon.diplo.de, em Angola @mail.telepac.pt, na Arménia @tin.it, no Bangladesh @yahoo.com ou @free.fr.
A mudança foi proposta pelo departamento informático do MNE, que quis uniformizar os e-mails de todo o corpo diplomático para evitar que os funcionários mudem de endereço electrónico sempre que são enviados para um novo país. Vários diplomatas em Lisboa já receberam as moradas.
Nas últimas semanas, a aprovação formal destas mudanças pelo secretário-geral do MNE, Fernando Neves, tem sido ridicularizada por muitos diplomatas e foi também duramente criticada em reuniões a nível de director-geral. Com os novos e-mails, pode-se imaginar três diplomatas, um em Lisboa, outro em São Tomé e Príncipe e um terceiro em Brasília, todos a trocar, em português, moradas de e-mail que acabam em foreignministry.pt.
Tadeu Soares, presidente da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, prefere não se pronunciar. Remete para o secretário-geral do MNE, responsável pela aprovação da mudança, que o PÚBLICO não conseguiu ontem contactar.
Há alguns equívocos na informação que circula nos corredores de embaixadas e consulados de Portugal. Os anteriores endereços mantêm-se, assegura Paula Mascarenhas, assessora do MNE. Este novo endereço será mais uma ferramenta. E será sempre igual, acessível em qualquer país, como uma conta de Hotmail ou de Gmail, dois dos serviços de correio electrónico baseados na Internet mais usados em todo o mundo.
A uniformização existe noutros Estados. Mantém-se nas línguas maternas em países como a Alemanha e França. Mas assume o inglês em países como a Suécia ou a Finlândia, refere ainda a assessora.
Para o escritor e eurodeputado Vasco Graça Moura, que se tem batido contra a entrada em vigor do Acordo Ortográfico, esta mudança “só vem mostrar a insensibilidade do Governo nas questões relacionadas com a língua portuguesa”. “Começou com a campanha Allgarve, continuou com o Acordo Ortográfico e agora com isto”, salienta.
O recurso ao inglês contraria a tentativa de afirmação da língua portuguesa no mundo, concordam muitos dos diplomatas com quem o PÚBLICO falou e que consideram “ridícula” esta opção. “Está tudo relacionado com o orgulho ou com o complexo de inferioridade que se tem em usar a língua”, conclui Graça Moura.
Já Carlos Reis, a quem o Governo encomendou um estudo sobre a influência da língua portuguesa no mundo (ver pág. 15), não vê motivo para polémica. “Em situações que se justificam não tenho nada contra o uso do inglês”, diz o actual reitor da Universidade Aberta e anterior director da Biblioteca Nacional. E esta é, na sua opinião, uma dessas situações.

 

Fonte: Público

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O calor quase me estragou a planta

13 Maio, 2008 · Sem Comentários

Adoro bonsais e há duas semanas comprei uma bonsai lindíssima em Haia por quase 10 €. É a minha terceira mas de outra espécie. É também a minha perferida, mas muito frágil. Com o calor que temos há três semanas, a minha bonsai favorita ía morrendo. Tirei-a do lugar em que estava e pu-la noutro e dei-lhe um pouco mais de água. Espero que sobreviva.

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Sócrates apanhado a ‘fumar às escondidas’

13 Maio, 2008 · Sem Comentários

José Sócrates viajou para a Venezuela acompanhado por cerca de 80 empresários nacionais, na sua maioria em representação de pequenas e médias empresas que comentaram o facto de o Governo ter restringido o fumo no país e que o primeiro-ministro devia dar o exemplo.

O Público falou com o supervisor do voo, a segunda autoridade a bordo, que disse não ter dúvidas de que era proibido fumar , embaraçado, falou em «situações de excepção». Um assessor do primeiro-ministro disse que «é costume» e que as pessoas [que iam a bordo] «não se importaram».

Sócrates escolheu a zona de serviço de pessoal de bordo para cometer as suas ‘indiscrições tabagistas’, o local, na parte da frente do avião, dividia a classe executiva, onde seguia o primeiro-ministro e a sua delegação da classe económica.

Uma cortina junto à porta de emergência escondia os fumadores dos restantes passageiros. O cheiro a fumo era « intenso » , refere o Público

 

Fonte: Sol

 

E se fosse outro Zé???? O que é que a TAP teria feito?

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Saudades do Mar

13 Maio, 2008 · Sem Comentários

Upload feito originalmente por Portuguese_eyes

Morar na Bélgica tem coisas óptimas que em Portugal só podemos sonhar, mas morar em Portugal é poder ir ver a beleza do Mar e da costa portuguesa sempre que temos vontade e aí poder descontrair depois de um dia/semana de trabalho. Há luxos que não se pagam e este é um dos que mais tenho saudades!

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Ser emigrante é….

7 Maio, 2008 · Sem Comentários

É ser o último a saber que se vai ser tio e não saber para quando é.

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Ser emigrante é…

6 Maio, 2008 · 1 Comentário

Ligar o messenger e ver amigos/conhecidos/família online e desejar um “bom dia” e de repente eles desligarem. Depois quando telefonamos ouvi-los dizer “Então que é feito de ti? Porque é que nunca mais deste notícias?”

É engraçado que este tema de “ser emigrante é…” é um dos temas que mais sucesso tem no blog e que mais reacções desperta via e-mail, e todos dizemos o mesmo!

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Metade dos Portugueses vive no estrangeiro

5 Maio, 2008 · Sem Comentários

emigracao

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Em 1974 eu era um puto

23 Abril, 2008 · 2 Comentários

e depois? Lembro-me do dia da Revolução como se o estivesse a viver neste momento. A minha avó levou-me para o local onde a carrinha devia me ir buscar para a escola mas passou à pressa a dizer para ir-mos para casa e não saír-mos. No Dafundo toda a gente corria e perguntava-se notícias a quem passava, aos vizinhos, a quem estava à janela. No rádio apenas se ouvia marchas militares e na televisão passou um episódio da Família Partridge e um do Viver no Campo. Este último de morrer a rir.

À medida que o dia passava todas as crianças estavam na rua a brincar aos “cóbóis” e a dizer “os gajos que venham que a malta mata-os a todos. Fomos para a marginal com as nossas pistolas de fulminantes “meter medo aos carros do exército e da polícia que passavam. Metiam-se com a PIDE podiam-se meter mas connosco íam recambiados. Foi um dia “do catano”!

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Nova rubrica: “Vida de emigrante é assim”

21 Abril, 2008 · 1 Comentário

Hoje dou início a uma nova rubrica tendo por base um post da semana passada intitulado “Vida de emigrante é assim“. Estou na Bélgica desde 1993 e gostaria de a partir de agora partilhar algumas das minhas experiências neste país fictício à beira-mar criado pela Alemanha, Holanda, França e Inglaterra.

Quando aqui cheguei trabalhei 3 anos e meio numa organização internacional em Bruxelas e era interessante ver quando alguns Portugueses chegavam a Bruxelas pela primeira vez. Vinham cabisbaixos, assim como não quer a coisa perguntavam onde era o Banco, onde se podia comprar produtos portugueses, onde eram as melhores lojas, qual era o melhor local para morar, etc. Passado uns meses pavoneavam-se nas lojas com os seus “badges” (cartões electrónicos) com o nome/bandeira das organizações internacionais onde trabalhavam e olhavam os demais como se eles fossem uns gigantes e os outros fossem pigmeus. Falavam francês e depois quando queriam repreender os filhos ou a mulher saía cada bujarda que era de fugir a sete pés…

Certa vez conversei com um dos vários bancários portugueses radicados na Bélgica e ele disse-me que era uma tristeza trabalhar com portugueses, passado uns meses passavam por ele e nem lhe falavam. Principalmente depois de tudo o que tinha feito por eles.

No ano passado fui ao mercado de Natal em Colónia e depois de ter passado Liège notei que havia um Mercedes que me seguia (tenho uma bandeira portuguesa debaixo da matrícula). Seguiu-me até Eupen e lá colocou-se ao meu lado durante cerca de 3 minutos e toda a famelga olhava para nós e para o meu carro (Opel Zafira novinho em folha) como se fossemos animais no Jardim Zoológico. A minha mulher que é Belga e está infelizmente habituada a estas “aves raras” desde que nos conhecemos disse-me “olha para aqueles pategos!” Quando lhes perguntei o que se passava acelararam e seguiram caminho, desta vez a alta velocidade. Tinham um lindo Mercedes com bandeira portuguesa colada atrás e com matrícula diplomática. Que tristeza!

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Em casa dos meus avós era assim…

21 Abril, 2008 · Sem Comentários

Upload feito originalmente por joaofreitas

… que saudades!

At my grandparents’ place it was like this… how I miss that!

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Chegada a Tavira

19 Abril, 2008 · 1 Comentário

Upload feito originalmente por javidc

Pois é, quando se vai de férias via Madrid e Sevilha, a chegada a Tavira é assim… E agradece-se a todos os anjinhos termos chegado vivos depois de muitos marroquinos com os carros apinhados até mais não e de muitos emigrantes que gostam de fazer França - Portugal em 15 horas… Sem comentários. Prefiro fazer 24 horas mas chegar vivo!

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Vida de emigrante é assim

17 Abril, 2008 · 4 Comentários

Quando não telefonamos a dar notícias é porque não queremos saber da família e dos amigos, quando telefonamos é sempre “olha desculpa mas agora tenho que fazer, telefona depois”. Depois quando vamos de férias e queremos visitar alguém nunca dá jeito, está sempre tudo ocupado a ver a novela, a ir ao café ou ao Shopping, depois se vamos embora sem a visita da praxe fica tudo ofendido.

Dá cá uma vontade de telefonar e de ir a Portugal de férias… (não sou o único a dizer isto)!

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No ordinary man

13 Abril, 2008 · 1 Comentário

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The Divine Medley

13 Abril, 2008 · 1 Comentário

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His Hands

13 Abril, 2008 · Sem Comentários

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In the arms of His love

13 Abril, 2008 · Sem Comentários

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The Light Within

13 Abril, 2008 · Sem Comentários

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A humanidade das FARC e a solidariedade do PCP

9 Abril, 2008 · Sem Comentários

Fonte: Público

A rejeição por parte das FARC da intervenção francesa para tentar o resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt foi recebida em Paris como o desmoronar de todos os esforços.

Segundo as FARC, que dizem não ceder a operações mediáticas, a operação francesa não é uma operação concertada mas sim uma manobra do presidente colombiano Álvaro Uribe.

“É um fracasso. Temos a sensação de eterno retorno”, disse um represnetenate do movimento de apoio a Ingrid Betancourt em Paris. “Já sabemos que Uribe vai anunciar que as FARC se recusam a negociar. As FARC devem estar preparadas para assumir a culpa pela morte de Ingrid Betancourt”, acrescentou.

A França tinha enviado a semana passada um avião medicalizado, com dois tripulantes e um médico a bordo, para tentar entrar em contacto com a guerrilha marxista e tentar contactar com a refém que, segundo testemunhos, se encontra muito doente. Ingrid, ex-candidata presidencial da Colômbia, foi raptada pelas FARC em Fevereiro de 2002, há seis anos.

Não será demais afirmar que é muito estranho todo este silêncio por parte do PCP e do Avante sobre as condições de detenção de centenas de reféns por parte do grupo amigo que foi convidado para a Festa do Avante… Será que Jerónimo de Sousa e conpinchas só têm as antenas apontadas aos trabalhadores portugueses e aos irmãos Castro em Cuba? E o silêncio cúmplice sobre o que se passa no Tibete?

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Secretaresse ambassade Teheran verkracht: geen werkongeval, dus ook geen bijstand

8 Abril, 2008 · Sem Comentários

Het gebouw van de Belgische ambassade in Teheran. Een deel van het Belgisch diplomatiek personeel blijkt niet verzekerd te zijn tegen onder meer geweldsdelicten in het land van tewerkstelling.

Een secretaresse op de Belgische ambassade in Teheran die eind 2004 werd verkracht en urenlang gefolterd, daagt met de hulp van overheidsvakbond ACOD Buitenlandse Zaken voor de rechtbank. Het ministerie beoordeelde de zaak eerst als een arbeidsongeval, maar stapte daar later van af. Met alle gevolgen van dien voor de vrouw.

Omdat Buitenlandse Zaken de steven wendde, verloor de vrouw elk recht op financiële bijstand, moest ze afzien van dringende medische ingrepen en zien rond te komen met 600 euro per maand. Ze zag zich verplicht om tegen het advies van de dokter in weer aan het werk te gaan, deze keer op de ambassade in Kampala.

A.B. werkt sinds 1985 als secretaresse voor de Belgische diplomatie. Voor ze in februari 2003 aan de slag ging op de ambassade in Teheran, was ze verbonden aan die in Belgrado en New York.
In de nacht van 15 op 16 oktober 2004 werd A.B. op straat lastig gevallen door een groepje Iraanse mannen. Die waren haar gevolgd tot bij haar flat, in een gewoonlijk goed bewaakte compound in Teheran. Een van de mannen drong de flat binnen, verkrachtte de vrouw en bleef haar urenlang mishandelen. A.B. bleef achter met onder meer een neusfractuur, moest een dringende oogcorrectie ondergaan en leed aan post-traumatische stress.

De alleenstaande vrouw kreeg aanvankelijk alle steun van het ambassadepersoneel en ook van de personeelsdienst op het hoofdbestuur van Buitenlandse Zaken in Brussel. Die nodigde haar uit om alle medische facturen door te sturen, aangezien haar verblijf in de Iraanse hoofdstad onlosmakelijk voortvloeide uit haar functie.

Op 8 augustus 2005 ontving de vrouw een brief van de personeelsdienst van Buitenlandse Zaken, die liet weten dat ze het voorval bij nader inzien dan toch niet kon aanvaarden als arbeidsongeval. Het misdrijf, zo staat er, vond plaats buiten de kantooruren en ook niet tijdens een verplaatsing van of naar het werk.

“Het gevolg was dat de dame een deel van de ontvangen sommen moest terugstorten, een psychotherapeutische behandeling moest staken en afzien van een geplande neuscorrectie”, zegt Tom Roose van de socialistische overheidsvakbond ACOD. “Ze viel terug op een vervangingskomen van 600 euro. Hoewel A.B. door een neuropsychiater een jaar ziekteverlof voorgeschreven kreeg, zat er voor haar niks anders op dan weer aan het werk te gaan en een nieuwe diplomatieke missie te aanvaarden, nu in Kampala.”

Eind 2005 ontwikkelt zich een snel verzurende correspondentie tussen de vrouw en de personeelsdienst van Buitenlandse Zaken. Daar argumenteert men nu dat de vrouw slachtoffer werd van een geëscaleerde inbraak. “Onzin”, zegt Roose. “De dame blijft erbij dat ze haar belager geld aanbood om de gruwel te doen stoppen. Er werd die nacht in de flat ook niks gestolen: geen geld, geen juwelen, ook haar laptop niet.”

De discussie over de vraag of het nu diefstal was of niet, hangt samen met die over de vraag of het gebeurde als een arbeidsongeval moet worden beoordeeld. “Uiteindelijk hebben wij moeten ontdekken dat de ambassade verzuimde om in Teheran de zaak juridisch op te volgen”, zegt Roose. “Er werd van Belgische zijde geen enkele hulp geboden om de daders op te sporen, stukken uit het Iraanse strafdossier werden achtergehouden, de dame zag zich verplicht om in Teheran zelf een advocaat aan het werk te zetten. Op eigen kosten, nog eens. Voor de Verenigde Naties voert België graag het hoge woord om verkrachtingen in conflictgebieden aan te kaarten. Het geval van A.B. laat zien hoe het er in de praktijk binnen de eigen administratie aan toegaat. Misschien kan mevrouw A.B. als spreekster worden uitgenodigd door de VN?”

Bij Buitenlandse Zaken zit men verveeld met de kwestie, die vooral zou voortvloeien uit het statuut van de vrouw. “Het Belgische ambassadepersoneel in het buitenland wordt verondersteld 24 uur per dag in functie te zijn”, zegt woordvoerder Marc Michielsen. “Deze dame had helaas geen statutaire, maar een contractuele verbintenis. Daardoor gold dat principe voor haar niet.”

Off the record is te vernemen dat alles begon bij een Franstalige ambtenaar op de personeelsdienst, die halfweg 2005 bij het vertalen van het woord ‘verkrachting’ (viol) een letter vergat, er ‘vol’ (diefstal) van maakte en achteraf weigerde de eigen fout te erkennen. “Men kwam gaandeweg in een strikt juridische context terecht”, zegt Michielsen. “Misschien is zo wat voorbijgegaan aan het trauma waar deze dame mee verder moet.”

ACOD grijpt de zaak aan om te wijzen op een structureel probleem: het ontbreken van een verzekering voor een deel van het Belgisch ambassadepersoneel in het geval van geweldsdelicten, aanslagen of natuurrampen. “Men stuurt mensen naar gebieden waarvan men tegen andere Belgen zegt dat het ten strengste af te raden is om erheen te reizen, maar men voorziet geen bijstandsverzekering”, zegt Roose. “Geen enkele Belgische werkgever stelt zijn personeel aan zulke risico’s bloot. Het is toch al te duidelijk dat A.B. omwille van haar baan in Teheran woonde?”

De ACOD daagde Buitenlandse Zaken vorig jaar voor de arbeidsrechtbank. Die oordeelde in een tussenvonnis dat het arbeidscontract van A.B. niet of onvoldoende specifieert of de dame enkel tijdens de kantooruren of ook daarbuiten werd verondersteld “beschikbaar te zijn voor de ambassade”. Een eerste zitting is gepland voor 7 mei. (Douglas De Coninck)

Bron: De Morgen

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I love this Conference

6 Abril, 2008 · Sem Comentários

Since yesterday we have been following the 178th Conference of the Church. I love the Church and I know that it is the only true Church on Earth. It’s wonderful to be led by inspired leaders who love God and serve Him with all their heart, might, mind and strength!

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